Eu já estive na linha de frente, onde o som do fuzil é a única linguagem que o inimigo respeita. Como ex-comandante de operações de pacificação no Complexo do Alemão e na Penha, aprendi que a consciência situacional não se limita ao perímetro de uma favela; ela se estende por rotas logísticas que atravessam oceanos. Hoje, o meu foco é um terreno que muitos tentam ignorar, mas que é o centro nervoso do narcotráfico internacional: a Baixada Santista.